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Agenda Transformadora para a Infância

Agenda Transformadora para a Infância

Como Deputada ou Deputado a sua voz, o seu voto e o seu compromisso são decisivos.

Portugal pode ser o melhor país para uma criança crescer; temos de fazer da infância uma prioridade nacional.

A UNICEF Portugal apela a todas as Deputadas e a todos os Deputados da Assembleia da República para que sejam motores de mudança. As decisões que tomarem nos próximos anos vão moldar hoje a vida de milhares de crianças e, com isso, o futuro de Portugal.

Quer fazer parte da transformação? QUERO SABER COMO

PRIORIDADE À INFÂNCIA EM PORTUGAL

A UNICEF Portugal reafirma o seu compromisso em apoiar o desenvolvimento de políticas públicas que coloquem a infância no centro da ação parlamentar.
A Convenção sobre os Direitos da Criança, ratificada por Portugal há 35 anos, foi transformadora; hoje, continua essencial.
Neste novo mandato, propomos cinco ações prioritárias para uma agenda transformadora para a infância:

1. COLOCAR AS CRIANÇAS NO CENTRO DA POLÍTICA NACIONAL

Criar uma entidade pública com responsabilidade transversal pelas políticas da infância

A Convenção sobre os Direitos da Criança é clara: proteger e promover os direitos da criança exige uma ação coordenada e consistente. Só com estruturas de governação robustas e articuladas — ao nível nacional e local — será possível assegurar que nenhuma criança fica para trás. Uma entidade com responsabilidade transversal permitirá uma abordagem intersectorial e integrada, colocando a criança no centro da ação pública.

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2. PROTEGER TODAS AS CRIANÇAS DA VIOLÊNCIA

Adotar um novo paradigma de proteção das crianças

A violência na infância deixa marcas invisíveis, mas profundas.
As crianças expostas à violência enfrentam maiores dificuldades na escola, nas suas relações futuras, podendo ter problemas de saúde mental durante toda a sua vida. Importa rever o quadro legal, reforçar os mecanismos de prevenção, e garantir o acompanhamento das famílias e de respostas coordenadas. Todas as crianças devem ter um começo de vida seguro e protetor.

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3. ERRADICAR A POBREZA INFANTIL

Garantir um nível de vida digno para todas as crianças, com especial atenção às que vivem em situação de maior vulnerabilidade

Nenhuma criança deveria crescer sem acesso a uma casa segura e digna. A pobreza infantil tem rostos e moradas. E o seu impacto é real: limita o desenvolvimento físico, emocional e intelectual. As políticas públicas, nomeadamente as de habitação, devem priorizar as famílias com crianças, reforçar a eficácia das transferências sociais e dar resposta urgente às carências habitacionais que afetam milhares de crianças em Portugal.

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4. ASSEGURAR QUE TODAS AS CRIANÇAS CRESCEM NUM AMBIENTE LIMPO, SAUDÁVEL E SUSTENTÁVEL

Assumir um compromisso político com políticas climáticas centradas nas crianças

As crises ambientais e climáticas são crises de direitos da criança. Uma em cada cinco crianças em Portugal foi afetada pela seca extrema em 2023. As alterações climáticas agravam as suas condições de vulnerabilidade e comprometem o seu futuro. As crianças devem ser protegidas — e ouvidas — na adoção de políticas que reforcem a proteção ambiental na sua tripla vertente: alterações climáticas, poluição e preservação da biodiversidade.

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5. OUVIR AS CRIANÇAS PARA GARANTIR POLÍTICAS MAIS EFICAZES

Garantir a participação das crianças na sociedade

70% das crianças em Portugal sente que os adultos nunca ou raramente lhes perguntam a opinião sobre decisões que as afetam. A participação é um direito, mas também um motor de cidadania e inclusão. A criação de estruturas e oportunidades de participação, são um investimento crítico para uma prática de cidadania ativa e democrática, pilares da coesão social.

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