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Incêndios

Como proteger as crianças em caso de incêndio

Os incêndios estão a tornar-se cada vez mais frequentes em todo o mundo, incluindo em Portugal, sobretudo durante o verão e vagas de calor. 

À medida que os incêndios florestais aumentam em dimensão e frequência no nosso território, é importante que pais e cuidadores saibam como podem proteger as suas crianças e famílias.  

Como é que os incêndios impactam as crianças?

O fumo dos incêndios, nomeadamente florestais, tem sido associado a problemas respiratórios como a asma, doenças cardíacas, perturbações cognitivas e do sistema nervoso, problemas de saúde mental e doenças como o cancro. À medida que as crianças crescem, os seus sistemas imunitários e pulmões em desenvolvimento tornam-nas especialmente vulneráveis aos efeitos nocivos do fumo de incêndios, que é mais tóxico do que a poluição atmosférica diária. 

Vivenciar um desastre natural afeta o bem-estar psicológico das crianças. Perante uma situação de incêndio, as crianças e adolescentes podem ter alterações de comportamento e ter reações como: 

  • Medo pela sua segurança e a dos outros bem como da possibilidade de acontecer um novo incêndio; 
  • Maior dependência dos pais, irmãos ou professores, e medo da separação familiar;
  • Dificuldade na concentração, ansiedade, isolamento, agitação, agressividade, apatia, dificuldades em dormir ou mudanças no apetite, que pode impactar, por exemplo, o desempenho escolar. 

Como proteger as crianças?

Estar preparado/a pode ajudar a sua família a manter-se segura numa emergência. É importante estar atento/a às notícias e avisos das autoridades de proteção civil e saúde pública (como evitar a exposição ao fumo dos incêndios).  

A UNICEF Portugal partilha algumas dicas sobre como pode contribuir para a proteção e segurança da sua família. 

 

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Saiba mais sobre o que fazer antes, durante e após um incêndio aqui.

Como apoiar as crianças após um incêndio?

As crianças e adolescentes lidam melhor com os desastres naturais quando compreendem o que se está a passar. Precisam de se sentir seguras, apoiadas e confiantes para partilhar os seus receios e sentimentos após um evento potencialmente traumático. 

 

Inicie a conversa e mantenha-a aberta  

  • Crie oportunidades para falar sobre o incêndio e incentive a partilha de quaisquer preocupações ou sentimentos de medo ou ansiedade.  
  • Mostre que está a ouvir com atenção e que se importa com o que está a sentir.  
  • Limite a exposição a qualquer cobertura mediática que possa aumentar a ansiedade. 

 

Ofereça tranquilidade  

  • Explique como ocorreu o incêndio e que as suas consequências não são permanentes.  
  • Manifeste afeto e conforto, passando tempo juntos e oferecendo atenção e cuidado. 

 

Observe sinais de angústia emocional  

  • Embora muitas crianças pareçam bem durante um mês ou mais após um desastre, podem começar a mostrar sintomas mais tarde. Algum nível de ansiedade é expectável, mas continuar após alguns meses ou se a criança estiver a manifestar sintomas mais extremos, como ataques de pânico ou desejo de se ferir a si mesma ou aos outros, procure imediatamente apoio médico. 

 

Pratique exercícios de relaxamento juntos  

  • A respiração profunda é muito útil e é algo que pode fazer com crianças mais velhas. Se tiver uma criança mais nova, pode transformar isso num jogo: a cada hora, veja como podem acalmar a mente e o corpo, desacelerando a respiração. 

 

Tente manter algum tipo de rotina  

  • Embora possa ser difícil, ir para a cama ou comer à mesma hora ajudará a criança a sentir-se um pouco mais calma. 

Consulte as "Recomendações da DGS relativas à exposição ao fumo de incêndios" AQUI