A Situação Mundial da Infância 2017: As crianças na Era Digital

01 dez 2017

Apesar da presença massiva das crianças no meio online - 1 em cada 3 utilizadores de internet em todo o mundo é uma criança - muito pouco é feito para protegê-aos dos perigos do mundo digital e para tornar o seu acesso a conteúdos online mais seguros. A publicação “Situação Mundial da Infância 2017: as crianças no mundo digital” (The State of the World’s Children 2017: Children in a digital world), apresenta o primeiro olhar abrangente da UNICEF sobre as diferentes formas como a tecnologia digital está a afectar a vida das crianças e as suas perspectivas de futuro, identificando perigos assim como oportunidades. O relatório defende ainda que os governos e o sector privado não acompanharam o ritmo acelerado da mudança, expondo as crianças a novos riscos, prejudicando e deixando para trás milhões de crianças mais desfavorecidas.

Tornar o mundo digital mais seguro e acessível a todas as crianças

Apesar da presença massiva das crianças no meio online - 1 em cada 3 utilizadores de internet em todo o mundo é uma criança - muito pouco é feito para protegê-aos dos perigos do mundo digital e para tornar o seu acesso a conteúdos online mais seguros.

 

A publicação “Situação Mundial da Infância 2017: as crianças no mundo digital” (The State of the World’s Children 2017: Children in a digital world), apresenta o primeiro olhar abrangente da UNICEF sobre as diferentes formas como a tecnologia digital está a afectar a vida das crianças e as suas perspectivas de futuro, identificando perigos assim como oportunidades. O relatório defende ainda que os governos e o sector privado não acompanharam o ritmo acelerado da mudança, expondo as crianças a novos riscos, prejudicando e deixando para trás milhões de crianças mais desfavorecidas.

 

 

 

O relatório explora os benefícios que a tecnologia digital pode oferecer às crianças mais desfavorecidas, incluindo as que crescem em situação de pobreza ou são afectadas por emergências humanitárias. Estes benefícios incluem aumentar o acesso destas crianças à informação, desenvolver competências necessárias ao mercado de trabalho digital e proporcionar-lhes uma plataforma para se conectarem e comunicarem as suas opiniões.

 

 

 

Mas milhões de crianças estão a ficar para trás. Cerca de um terço dos jovens no mundo - 346 milhões - não estão online, agravando as desigualdades e reduzindo a capacidade de participação das crianças numa economia cada vez mais digital.

 

A publicação analisa também a forma como a internet torna as crianças mais vulneráveis a riscos e perigos, incluindo o uso indevido das suas informações pessoais, o acesso a conteúdos prejudiciais e o ciberbullying. A presença constante de dispositivos móveis, destaca o relatório, levou ao acesso online menos supervisionado - e potencialmente mais perigoso - por parte de muitas crianças.

 

O relatório conclui ainda o seguinte:

  • Os jovens (15-24) são a faixa etária mais conectada. Em todo o mundo, 71% estão online, em comparação com 48% da população total.
  • Os jovens africanos são os menos conectados, com cerca de 3 em cada 5 jovens offline, em comparação com apenas 3 em cada 75 na Europa.
  • Aproximadamente 56% de todos os sites têm conteúdos exclusivamente em inglês e muitas crianças não conseguem encontrar conteúdo que entendam ou que lhes seja culturalmente relevante.
  • Mais de 9 em cada 10 URLs relativos a abuso sexual infantil identificados globalmente estão hospedados em cinco países - Canadá, França, Holanda, Federação Russa e Estados Unidos.

 

Somente através da acção colectiva – entre governos, sector privado, organizações infantis, academia, famílias e crianças – é possível igualar as condições de acesso ao mundo digital e tornar a internet mais segura e acessível para as crianças, diz o relatório.

 

Recomendações para ajudar à criação de políticas mais eficazes e de práticas empresariais mais responsáveis para benefício das crianças, das quais se distinguem:

 

  • Proporcionar a todas as crianças acesso a recursos online de qualidade com valor acessível
  • Proteger as crianças dos perigos online - incluindo do abuso, da exploração, do tráfico, do cyberbullying e da exposição a conteúdos inadequados
  • Proteger a privacidade e a identidade das crianças online
  • Ensinar as crianças sobre literacia digital para as manter informadas, envolvidas e seguras online
  • Alavancar o poder do sector privado para a promoção de padrões e práticas éticas que protejam e beneficiem as crianças online
  • Colocar as crianças no centro da política digital

 

Situação Mundial da Infância 2017

Descarregue aqui o ficheiro

The State of the World’s Children 2017 is about an extraordinary subject that increasingly affects almost every aspect of life for millions of children around the world and, indeed, for us all: digital technology.