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É necessário dar prioridade às raparigas na recuperação da pandemia de COVID-19

NOVA IORQUE

08 mar 2022

Declaração da Directora Executiva da UNICEF, Catherine Russell, por ocasião do Dia Internacional da Mulher

"No Dia Internacional da Mulher, reconhecemos os ganhos arduamente conquistados pela comunidade internacional para as mulheres e raparigas do mundo. Celebramos os feitos notáveis das mulheres e raparigas nas nossas sociedades. E redobramos o nosso empenho em estender esses ganhos a todas as raparigas, em todo o lado. 

"Mas a luta pela igualdade de género está longe de estar terminada. De facto, mesmo antes da pandemia de COVID-19, a desigualdade de género persistia como a injustiça mais generalizada e significativa do nosso tempo. Mas esta injustiça tem sido multiplicada devido aos impactos da pandemia.  

"Ao entrarmos num terceiro ano de COVID-19 e ao trabalharmos rumo a uma era pós-pandémica, a verdadeira recuperação deve ser igualitária em termos de género. 

"A COVID-19 está a devastar a vida das raparigas. O encerramento de escolas, a tensão económica e as interrupções dos serviços estão a colocar em risco a saúde, o bem-estar e o futuro das raparigas mais vulneráveis. A nível mundial, mais de 11 milhões de raparigas podem nunca mais voltar à escola depois do final da pandemia. Mais 10 milhões de raparigas estão em risco de casamento precoce durante a próxima década. E, de acordo com o UNFPA, poderão vir a registar-se mais dois milhões de casos de mutilação genital feminina.  

"À medida que os confinamentos forçam as crianças a passar mais tempo nas suas casas, as raparigas estão a arcar com mais trabalho doméstico. Muitas são obrigadas a ficar em aposentos fechados com o seu abusador, deixam de ter acesso a serviços e comunidades que ajudam à sua protecção. A violência baseada no género, incluindo a violência sexual, está a aumentar.

"Não podemos deixar que uma geração de raparigas suporte o custo desta pandemia para o resto das suas vidas. Ao trabalharmos no sentido a uma era pós-pandémica, as raparigas devem estar no centro da resposta global, nacional e local à pandemia e dos planos de recuperação. 

"Isso significa manter as escolas abertas para permitir que as raparigas retomem a sua educação, e investir em recursos para ajudar as que ficaram para trás a recuperar o atraso.

"Significa reinvestir na saúde e educação das raparigas, incluindo na sua saúde e direitos sexuais e reprodutivos, e melhorar o acesso das raparigas a serviços de saúde e higiene menstrual de qualidade.

"Significa proteger as raparigas de todas as formas de violência, incluindo práticas nocivas como o casamento precoce e a mutilação genital feminina.

"Raparigas capacitadas têm poder de progresso. As raparigas de todo o mundo defendem os seus direitos e exigem exactamente este tipo de medidas. Precisamos de as ouvir. A estabilidade global, a paz e a prosperidade dependem disso.   

"No Dia Internacional da Mulher, vamos empenhar-nos numa recuperação pós COVID-19 centrada nas raparigas, que ajude a criar um mundo pós-pandémico mais justo e igualitário para as raparigas, e um futuro mais brilhante, mais pacífico e próspero para todos nós". 

Para mais informação, é favor contactar:
Vera Lança
press@unicef.pt  

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