Violência, deslocações e condições severas na Síria matam mais de 30 crianças desde Dezembro
Nova Iorque
01 fev 2019
“A violência, as deslocações e as condições extremamente severas no norte e leste da Síria mataram pelo menos 32 crianças desde Dezembro último”, de acordo com a Directora Executiva da UNICEF, Henrietta Fore.
“Conflitos contínuos na zona de Hajin, no leste da Síria, forçaram milhares de pessoas a embarcar numa longa e árdua viagem para procurar segurança no campo de refugiados de Al-Hol - quase 300 quilómetros a norte. Desde Dezembro do ano passado, estima-se que 23.000 pessoas - a maioria mulheres e crianças - chegaram ao campo de refugiados exaustas, após uma viagem de três dias realizada sob as duras condições de Inverno, com poucos alimentos e com falta de abrigo pelo caminho. Mais de 5.000 pessoas chegaram nos últimos três dias”, revelou a Directora Executiva da UNICEF.
“A falta de segurança fez com que o acesso humanitário às crianças a caminho do acampamento fosse praticamente impossível. A viagem difícil, o clima frio e os longos períodos de espera nos centros de triagem, onde as famílias aguardam, algumas vezes, durante dias, contribuíram para a morte de pelo menos 29 crianças - incluindo 11 bebés nos últimos dois dias”, referiu Henrietta Fore.
De acordo com a Directora Executiva “a UNICEF está a ajudar as crianças e mães, que fogem dos combates em Hajin, com cobertores, roupas de Inverno, alimentos, água, serviços de saúde e nutrição, espaços para crianças, serviços de protecção infantil e de reagrupamento familiar. Desde a semana passada, os combates em Ma'arat al-Nu'man, em Idlib, no noroeste da Síria, mataram três crianças e feriram várias outras. Um professor que trabalhava para um parceiro apoiado pela UNICEF e o seu filho foram mortos na violência. O conflito também danificou seriamente uma escola e um centro comunitário para crianças”.
Henrietta Fore reforça o apelo da UNICEF “a todas as partes, para facilitar o acesso humanitário seguro, desimpedido e sustentado para todas as crianças necessitadas. As partes do conflito mostraram desrespeito pelas leis da guerra. A UNICEF alerta, uma vez mais, os que lutam, para manter as crianças fora de perigo - mesmo em áreas de conflito activo. Não há desculpas: as crianças não são e nunca devem ser alvo de violência”.
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