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UNICEF Portugal saúda proibição do casamento de Crianças

UNICEF Portugal saúda proibição do casamento de Crianças

LISBOA

25 mar 2025

Presidente da República promulgou decreto da Assembleia da República que proíbe casamento de crianças, e reforça a proteção das crianças e jovens contra o casamento infantil

No ano em que se assinalam os 35 anos da ratificação da Convenção sobre os Direitos da Criança em Portugal, o Presidente da República promulgou o decreto que proíbe o casamento de crianças.
“A UNICEF Portugal congratula a promulgação do decreto da Assembleia da República que proíbe o casamento de crianças, e reforça a proteção das crianças e jovens contra o casamento infantil, precoce ou forçado. Esta medida é um avanço substancial na defesa dos Direitos das Crianças em Portugal e uma decisão que vem reforçar a proteção dos Direitos das Crianças na sociedade portuguesa”, afirma Beatriz Imperatori, Diretora Executiva da UNICEF Portugal.
Com efeito, a promulgação pelo Presidente da República do decreto da Assembleia da República que proíbe o casamento antes dos 18 anos representa um compromisso claro para com a proteção dos Direitos da Criança, assegurando que todas as crianças possam crescer, aprender e ter todas as oportunidades para um desenvolvimento pleno. Este é um sinal de progresso e um compromisso para a construção de uma sociedade mais justa e equitativa.
“A eliminação do casamento infantil não termina, no entanto, aqui: a transformação de normas e práticas sociais, especialmente as baseadas em estereótipos de género, é essencial para garantir que nenhuma criança case na infância ou adolescência. É fundamental o envolvimento de toda a sociedade, incluindo Governo, Parlamento, Estado, sociedade civil, líderes comunitários e religiosos, órgãos de comunicação e, sobretudo, as próprias crianças, na mudança de normas e práticas”, sublinha Beatriz Imperatori, para quem “a sensibilização das comunidades para os impactos negativos do casamento infantil e a promoção de alternativas para as raparigas são, assim, passos essenciais para uma mudança duradoura”.
Esta legislação vem reforçar o Direito das Crianças à Educação, à Saúde e à proteção de todas as formas de violência. O casamento infantil é reconhecido como um fator de risco associado a violência doméstica e sexual e gravidezes não desejadas, contextos sociais com impacto negativo no bem-estar físico e psicológico das crianças.
Por sua vez, a inclusão do casamento infantil e de uniões precoces ou forçadas no conjunto das situações de perigo que legitimam a intervenção das Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) reforça a capacidade de resposta do Estado na proteção das crianças. Este reconhecimento permitirá uma melhor identificação de situações de risco e uma resposta especializada, eficaz e preventiva, contribuindo para a erradicação desta prática que, apenas em 2023, e de acordo com os dados mais recentes do INE, somou 176 matrimónios de jovens entre os 16 e os 17 anos.
A UNICEF Portugal tem trabalhado, desde 2019, na sensibilização para este problema, evidenciando a importância de um quadro legal robusto e de iniciativas concretas para prevenir e combater o casamento infantil. 
A UNICEF Portugal reitera o seu compromisso na defesa dos Direitos das Crianças e continuará a trabalhar para garantir um futuro onde todas as crianças possam crescer livres, protegidas e com oportunidades plenas de desenvolvimento.

Para mais informação, é favor contactar:
Catarina da Ponte | Vera Lança | press@unicef.pt

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