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Neste inverno, contribua para aquecer as vidas de milhares de crianças refugiadas e migrantes

A UNICEF lança, amanhã, dia 18 de dezembro, em que se assinala o Dia Internacional do Migrante, uma Campanha de Emergência para a recolha de fundos destinada a adquirir de roupas quentes, agasalhos e abrigos adequados para dezenas de milhares de crianças migrantes e refugiadas, assim como outras necessidades fundamentais para o seu desenvolvimento ao longo do ano. Contribuir para esta campanha da UNICEF irá fornecer kits de inverno para bebés, crianças e adolescentes que incluem roupas quentes, botas, gorros, luvas, meias de lã e outras peças de roupa, assim como abrigos adequados para a proteção de baixas temperaturas.

Diogo Infante dá a voz a esta campanha da UNICEF Portugal.
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tenhofrio.unicef.pt

O Porquê desta Campanha de Emergência
Estima-se que um terço de todos os refugiados e migrantes que chegaram à Europa nos últimos anos sejam crianças. Desenraizadas das suas origens, muitas vezes sozinhas, estas crianças encontram-se em situação muito vulnerável. Crianças que fogem das suas casas para escapar a conflitos, perseguições, devastação causada por fenómenos climatéricos catastróficos, pobreza e fome, e arriscam as suas vidas em busca de um futuro melhor.

“O inverno agrava as vulnerabilidades das crianças nos campos de refugiados e de migrantes, cujas posses, muitas vezes, se limitam à escassa roupa que têm no corpo. A realidade destas crianças e jovens é muito dura. Temos de fazer tudo para evitar lesões e mortes causadas pelo frio. Contribuir através da UNICEF é garantir que a ajuda chega a quem precisa”, diz Beatriz Imperatori, Directora Executiva da UNICEF Portugal.

Todas as crianças em movimento são vulneráveis a abusos e outras formas graves de violência durante e após as suas viagens e as não acompanhadas enfrentam riscos acrescidos de exploração às mãos de contrabandistas e traficantes de pessoas.  Estima-se que mais do que uma criança morre todos os dias ao longo da perigosa rota do Mediterrâneo Central, do Norte de África para Itália. Dos quase 100.000 refugiados e migrantes que viajaram através desta rota no ano passado, cerca de 15% são crianças. A grande maioria destas crianças migrantes que chegam ao continente europeu são rapazes de 16 e 17 anos que viajam sozinhos tendo como ponto de partida vários países da África Ocidental e do Corno de África.

A maioria das crianças, que viajam do Médio Oriente para a Grécia através do Mediterrâneo oriental, vêm principalmente de apenas três países: Síria (54%), Iraque (27%) e Afeganistão (%). 

Muitas pessoas fugiram do violento conflito na Síria e mais de três milhões de sírios vivem actualmente na Turquia - a maior população de refugiados do mundo. Quase metade são crianças. A maioria dos refugiados sírios na Turquia vive em comunidades de acolhimento que são frequentemente assoladas pela pobreza, e centenas de milhares de crianças refugiadas sírias estão fora da escola. 

Até 31 de Agosto de 2021, 472.000 refugiados e migrantes, incluindo 110.000 crianças em seis países (Grécia, Itália, Bulgária, Sérvia, Bósnia e Herzegovina, e Montenegro) procuraram refúgio na Europa nesse ano - uma tendência que deverá continuar em 2022. As crianças em movimento, particularmente as 10.000 crianças não acompanhadas e separadas das suas famílias, são altamente vulneráveis e necessitam de cuidados e protecção urgentes.

Em Itália, vagas sem precedentes nas chegadas de migrantes em 2021 originaram uma sobrecarga dos serviços, deixando refugiados e migrantes, incluindo crianças, em instalações superlotadas com acesso limitado ou inexistente a serviços básicos em centros de chegada/trânsito na Apúlia, Calábria, Lampedusa e Sicília, e em acampamentos informais em Roma.

A intenção de travar os fluxos maciços de migrantes para a Europa Ocidental, o encerramento das fronteiras, como nos Balcãs e, mais recentemente, na Polónia, e a declaração UE-Turquia resultaram num aumento de pessoas a correr maiores riscos para chegarem aos seus destinos - muitas vezes confrontadas com a exploração às mãos de contrabandistas. As crianças mostram cada vez mais sinais de traumas psicológicos profundos como resultado do sofrimento que viveram durante e após as suas viagens.

Os números da crise de refugiados e migrantes na Europa
34,000    Número estimado de chegadas à Grécia, Itália, Bulgária, Sérvia, Bósnia e Herzegovina e Montenegro no segundo trimestre de 2021
7,500      Estimativa número de crianças de todas chegadas à Grécia, Itália, Bulgária, Sérvia, Bósnia e Herzegovina e Montenegro no segundo trimestre de 2021
58,500    Número estimado de crianças presentes na Grécia, Itália, Bulgária, Sérvia, Bósnia e Herzegovina, e Montenegro
11,250    Número estimado de crianças não acompanhadas e separadas das suas famílias registadas na Grécia, Itália, Bulgária, Sérvia, e a Bósnia e Herzegovina

Entre Abril e Junho de 2021, aproximadamente 34.000 refugiados e migrantes chegaram à Grécia, Itália, Bulgária, Sérvia, Bósnia e Herzegovina e Montenegro. Em comparação com o trimestre anterior, o número de chegadas aumentou drasticamente em Itália (+58%), Bósnia e Herzegovina (+48%), e Montenegro (+40%).

Durante o mesmo período, a UNICEF, na Grécia, Itália, Bulgária, Sérvia, Bósnia-Herzegovina e Montenegro:
-  apoiou 7.014 crianças (29% raparigas, 71% rapazes) com serviços de protecção infantil, incluindo saúde mental e apoio psicossocial;
- 4.080 crianças (44% raparigas, 56% rapazes) tiveram acesso à educação formal ou não formal, incluindo serviços de aprendizagem precoce;
- 12.632 crianças e famílias (43% raparigas, 45% rapazes, 11% mulheres) beneficiaram de serviços de protecção de violência baseada no género (VBG), incluindo a mitigação do risco, prevenção e resposta.

Para mais informação, é favor contactar:
Vera Lança
press@unicef.pt  

Acerca da UNICEF
A UNICEF trabalha em alguns dos lugares mais difíceis do mundo, para chegar às crianças mais desfavorecidas. Presentes em 190 países e territórios, trabalhamos para todas as crianças, em qualquer parte, para construirmos um mundo melhor para todos.
A UNICEF é a única organização da ONU que depende inteiramente de contribuições voluntárias, públicas e privadas.