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UNICEF Portugal lança apelo para responder a uma crise que afeta mais de 1 milhão de pessoas

UNICEF Portugal lança apelo para responder a uma crise que afeta mais de 1 milhão de pessoas em Moçambique

LISBOA

16 abr 2026

Moçambique está entre os países mais afetados pelas alterações climáticas a nível global, enfrentando cheias cada vez mais frequentes e intensas.
Uma em cada 17 crianças até aos 5 anos de idade não sobrevive.

A UNICEF Portugal lança um apelo à sociedade civil para apoiar a resposta às consequências devastadoras deixadas pelas cheias em Moçambique, uma emergência humanitária que afeta mais de 1 milhão de pessoas. Metade são crianças.

Desde dezembro de 2025, chuvas intensas e persistentes provocaram inundações de grande escala em várias regiões do país. Esta crise agrava uma realidade já marcada por fragilidades estruturais, como pobreza, acesso limitado a serviços básicos e elevada exposição a fenómenos climáticos extremos. Antes das cheias, uma em cada três crianças com menos de 5 anos sofria de atraso no crescimento, e uma em cada seis apresentava subnutrição grave aguda.

“Sem casa. Sem estradas. Sem esperança. Esta é a situação em que vivem cerca de meio milhão de crianças em Moçambique, expostas a uma crise climática que vem agravar uma situação já extremamente frágil”, afirma Catarina da Ponte, responsável de Comunicação da UNICEF Portugal. “O apelo lançado pela UNICEF Portugal permite acelerar uma resposta no terreno. Com o apoio da sociedade civil, levamos a estas crianças cuidados de saúde, água potável, nutrição, educação e proteção”, explica.

As cheias provocaram perdas devastadoras: centenas de milhares de casas inundadas, 766 escolas e 304 unidades de saúde destruídas. Entre centenas de milhares de hectares de terrenos agrícolas afetados e animais mortos, as fontes de alimento e sustento estão comprometidas.

Vários centros de acolhimento temporário continuam sobrelotados, colocando a proteção das crianças em risco, gerando violência, exploração e separação familiar, com maior impacto em raparigas e adolescentes. O acesso limitado a água potável, a contaminação das fontes e a destruição de sistemas de saneamento aumentam o risco de surtos de cólera e outras doenças. A interrupção do acesso a alimentos agrava a subnutrição. “Para as crianças, as cheias resultaram na perda simultânea de casa, escola, cuidados de saúde e proteção. Há um risco crescente de doença e mortalidade. Neste momento, uma em cada 17 crianças não chega aos cinco anos, uma realidade inaceitável que podemos mudar com o contributo de todos”, sublinha Catarina da Ponte.

Resposta no terreno e necessidades urgentes

A UNICEF está no terreno a prestar assistência imediata, em coordenação com o Governo e parceiros, e a responder com o envio de bens essenciais para as zonas mais afetadas:

  • distribuição de materiais para purificação de água e kits de higiene;
  • apoio a serviços de saúde e envio de medicamentos essenciais;
  • rastreio e tratamento da subnutrição infantil;
  • criação de espaços seguros e apoio psicossocial;
  • distribuição de kits escolares e criação de espaços temporários de aprendizagem.

A UNICEF Portugal apela à solidariedade de todos para fazer chegar ajuda urgente às crianças e famílias afetadas pelas cheias em Moçambique.

 

COMO AJUDAR:

A UNICEF Portugal apela ao apoio urgente dos portugueses à resposta humanitária para ajudar as crianças de Moçambique:

  • Donativo online: https://donativos.unicef.pt/campanha/criancas-mocambique/
  • MBWay: 919 919 939
  • Transferência ou depósito bancário: IBAN PT50 0033 0000 5013 1901 2290 5
  • Multibanco: Entidade 20 467 | Referência 777 777 777
  • Ser Solidário no Multibanco: Transferências - Ser Solidário - UNICEF
  • Donativo por correio - Cheque: Av. Barbosa du Bocage 87, 6º andar, 1050-030 Lisboa

Para mais informação, é favor contactar:
Catarina da Ponte | Vera Lança | press@unicef.pt

Sobre a UNICEF

A UNICEF trabalha em algumas das regiões mais difíceis do mundo para alcançar as crianças mais desfavorecidas. Presentes em mais de 190 países e territórios, trabalhamos para todas as crianças com o objetivo de construir um mundo melhor para todos.
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