A UNICEF apela a 9,9 mil milhões de dólares de financiamento humanitário para apoiar as crianças afetadas por conflitos e crises num mundo cada vez mais volátil
NOVA IORQUE/GENEBRA/LISBOA
05 dez 2024
Fundos destinam-se a apoiar 109 milhões de crianças no âmbito de respostas de emergência em todo o mundo.
A UNICEF lançou hoje um apelo de financiamento de 9,9 mil milhões de dólares para chegar a 109 milhões de crianças em 146 países com ajuda vital em 2025. Os fundos serão utilizados na resposta humanitária da Organização a múltiplos conflitos, choques climáticos, deslocações de populações e emergências sanitárias esperadas para o próximo ano.
Em todo o mundo, 213 milhões de crianças vivem atualmente em emergências humanitárias que são imprevisíveis e voláteis. Com 109 milhões de crianças visadas pela UNICEF para assistência humanitária em 2025, o financiamento dos doadores é fundamental para garantir que a resposta seja atempada, eficaz e suficiente.
“A escala das necessidades humanitárias das crianças está a um nível historicamente elevado, com mais crianças afetadas todos os dias”, afirmou a Diretora Executiva da UNICEF, Catherine Russell. “Olhando para 2025, estimamos que 213 milhões de crianças em 146 países e territórios irão precisar de assistência humanitária ao longo do ano - um número assustadoramente elevado. O mandato da UNICEF consiste em alcançar cada uma dessas crianças com os serviços e artigos vitais de que precisam e garantir que seus direitos sejam protegidos e cumpridos – uma missão que tem guiado nosso trabalho nos últimos 78 anos.”
Acrescem ainda, em 2024, os mais de 57,5 milhões de crianças nasceram em países afetados por conflitos ou outras crises humanitárias onde a UNICEF já tem um apelo de emergência em curso. Espera-se que esse número aumente em pelo menos 400.000 em 2025.
O apelo de 9,9 mil milhões de dólares para 2025 sublinha a necessidade extrema de fazer face a uma série crescente de desafios humanitários com que as crianças se deparam em 146 países.
Como parte da sua Ação Humanitária para as Crianças, que estabelece o apelo da agência para 2025, a UNICEF planeia chegar a:
- 56,9 milhões de crianças e mulheres com acesso a cuidados de saúde primários em instalações apoiadas pela UNICEF;
- 34 milhões de crianças entre os 6 e os 59 meses de idade com rastreios de despiste de casos de subnutrição e atrasos de desenvolvimento daí advindos;
- 20,6 milhões de crianças, adolescentes e cuidadores com acesso a cuidados de saúde mental e apoio psicossocial baseados na comunidade;
- 11,1 milhões de mulheres, raparigas e rapazes com acesso a intervenções de mitigação de riscos, prevenção e/ou resposta à violência baseada no género;
- 24 milhões de crianças com acesso a educação formal ou não formal, incluindo a aprendizagem precoce;
- 55,3 milhões de pessoas com acesso a água em quantidade e de qualidade.
Os cinco principais apelos, de acordo com as necessidades de financiamento para 2025, são:
- Afeganistão 1.188.778.304 USD;
- Sudão 840.000.000 USD;
- República Democrática do Congo 804.295.490 USD;
- Estado da Palestina 716.540.000 USD;
- Líbano 658.200.000 USD.
Do nosso trabalho em 2024, destacam-se alguns resultados, nomeadamente:
- 26,4 milhões de crianças e mulheres beneficiaram der acesso a cuidados de saúde primários;
- 12,2 milhões de crianças entre os 6 e os 59 meses foram submetidas a rastreios de despiste de subnutrição e atrasos de desenvolvimento;
- 17,4 milhões de pessoas têm acesso a água em quantidade e qualidade suficientes para consumo e necessidades domésticas;
- 9,7 milhões de crianças receberam educação formal ou não formal, incluindo a aprendizagem precoce;
- 12,6 milhões de crianças, adolescentes e cuidadores tiveram acesso a cuidados de saúde mental e apoio psicossocial baseados na comunidade.
Em 2023, os doadores da UNICEF contribuíram com mais de 50 por cento do financiamento humanitário da Organização para apenas quatro emergências - Afeganistão, Etiópia, Síria e Ucrânia - uma fração das 412 emergências a que a Agência respondeu em 107 países. Entretanto, as operações humanitárias em países como o Burkina Faso, o Líbano, o Uganda, a República Democrática do Congo, o Mali e o Myanmar são as mais subfinanciadas.
“O apoio aos recursos humanitários flexíveis e aos recursos de base da UNICEF é fundamental para o nosso trabalho em prol das crianças afectadas por crises”, afirmou Catherine Russell. “Imaginem o que podemos alcançar para as crianças trabalhando em conjunto através de uma ação humanitária baseada em princípios, criando um mundo onde os direitos de todas as crianças são protegidos e garantidos, e onde todas as crianças podem desenvolver-se e prosperar - um mundo justo para todas as crianças.”
Para mais informação, é favor contactar:
Catarina da Ponte | Vera Lança | press@unicef.pt
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