Ação Humanitária para as Crianças 2023
As alterações climáticas estão a ter efeito na frequência, intensidade e duração das situações de emergência. Em todo o mundo, as crianças enfrentam crises catastróficas sem antecedentes.
As ameaças das crises
Ondas de calor sufocantes. Uma crise de fome global. Conflitos. Deslocações. Estas crises, cujo impacto na vida das crianças é cada vez pior, vão intensificar-se à medida que as alterações climáticas afectam a frequência, a intensidade e a duração das emergências, aprofundando as desigualdades em todo o mundo, e provocando novas ondas de conflitos, deslocamentos e surtos de doenças.
As necessidades das crianças e das famílias nunca foram tão grandes, mas o sistema humanitário está a trabalhar para responder à enorme escala destas crises. Desde cheias devastadoras no Paquistão, à seca de grande extensão em África - particularmente no Corno de África -, às temperaturas recordes e uma crise nutricional, os choques climáticos estão a conduzir a um aumento das necessidades humanitárias.
A resposta
Demasiadas vezes, a assistência humanitária chega depois de vidas, meios de subsistência e redes de segurança terem sido destruídos. Agora, mais do que nunca, é fundamental que a UNICEF e os seus parceiros consigam o apoio necessário para assegurar que todas as crianças que vivem em situações de emergência tenham a ajuda e a protecção de que precisam para salvar as suas vidas – independentemente da hora ou do local.
Isto significa que é necessário um financiamento atempado e flexível para salvar vidas hoje - e para antecipar e responder aos riscos emergentes antes que seja demasiado tarde.
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A UNICEF em ação
Em situações de emergência, as crianças são quem mais sofrem. Desde conflitos prolongados a surtos de doenças e catástrofes naturais, as crianças em todo o mundo enfrentam um futuro incerto. Em 2023 pretendemos chegar a 173 milhões de pessoas a viver em situações de emergência, entre as quais, mais de 110 milhões de crianças.