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Alterações Climáticas

As alterações climáticas têm consequências a curto e longo prazo na sociedade e ameaçam o desenvolvimento sustentável, relacionando-se com outros problemas como a pobreza, as desigualdades, o acesso à educação e à saúde, assim como a escassez de recursos.

A Convenção sobre os Direitos da Criança reconhece que todas as crianças têm direito a um início de vida com as melhores condições possíveis, que lhes permitam crescer e desenvolver todas as suas capacidades. No entanto, as alterações climáticas, um dos maiores desafios deste século, põem em risco os seus direitos – desde a sua sobrevivência, ao seu bem-estar, ao acesso à água, alimentação e educação. É importante ter em conta que:

  • Actualmente, mais de 500 milhões de crianças vivem em áreas onde a precipitação extrema é frequente e 160 milhões vivem em regiões de seca severa. A maior parte das crianças que vive em zonas expostas a um risco extremamente elevado de cheias encontram-se na Ásia, e a maioria das que vivem em regiões propensas à seca encontram-se em África;
  • As alterações climáticas significam subidas da temperatura, vagas de calor, cheias, secas e outros fenómenos meteorológicos extremos. Estes eventos podem causar morte e devastação e contribuir para a propagação das principais causas de morte de crianças, como a má nutrição, malária e diarreia;
  • A poluição e o estilo de vida podem provocar alterações irreversíveis no ambiente e, por sua vez, pôr em risco a sobrevivência e o bem-estar de comunidades e influenciar os meios de subsistência de milhões de pessoas.