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© UN Photo/Abassi

Rapaz ferido durante o terramoto recebe tratamento num posto médico improvisado numa base logística da ONU no Haiti. Alguns sobreviventes atravessaram a fronteira com a República Dominicana, onde existem tratamentos disponíveis na cidade de Jimani
HAITI

Uma pequena cidade na República Dominicana torna-se porta de entrada para esforços de ajuda humanitária no Haiti

Para superar os enormes obstáculos à ajuda humanitária com que ainda se deparam cerca de três milhões de pessoas afectadas pelo terramoto que devastou o Haiti esta semana, a UNICEF lançou um Apelo no montante de 127.975.000 de dólares para apoiar as suas operações de emergência no país – uma parte do apelo global da ONU no montante de 575 milhões de dólares. Esta é a história de uma pequena cidade na República Dominicana que se tornou porta de entrada para o esforço de ajuda humanitária.

Por Tamar Hahn

JIMANI, República Dominicana, 16 de Janeiro de 2010 Jean–Paul, de sete anos, senta-se na cama que ocupa num pequeno hospital na cidade fronteiriça de Jimani. Está a chorar com dores: tem ligaduras num braço e numa perna, a cara inchada com uma ferida aberta.


Dois dos seus irmãos estão também neste hospital. Os três ficaram feridos quando o terramoto arrasou grande parte da sua cidade natal, Port-au-Prince, a 12 de Janeiro. Mas Jean-Paul ainda não sabe que a sua mãe, a sua irmã de 18 meses e um irmão, que teria feito 14 anos na quinta-feira passada, morreram durante o sismo.

Contudo, Jean-Paul é um dos poucos haitianos que tiveram a sorte de conseguir fazer a viagem de hora e meia entre Port-au-Prince e Jimani imediatamente após o tremor de terra e estão agora a receber cuidados de saúde na República Dominicana. Muitas crianças feridas continuam na devastada capital do Haiti, onde têm um acesso reduzido a tratamento médico e estão, em muitos casos, sozinhas.


Hospital a transbordar


Jimani é uma pequena cidade que, habitualmente, serve de centro de comércio entre a República Dominicana e o Haiti. Desde o sismo, tornou-se numa porta de entrada para os esforços de ajuda humanitária e um porto de abrigo para os haitianos que têm a possibilidade de atravessar a fronteira entre os dois países.

O hospital da cidade é pequeno e está agora prestes a ficar sobrelotado. Há camas em toda a parte; colchões no chão e nos átrios. Médicos e enfermeiros andam num corrupio entre camas, dando o seu melhor para cuidar dos feridos. As vítimas têm sobretudo traumatismos nos membros, resultado da queda de destroços durante o tremor de terra, estando a ser realizadas muitas amputações.

Do outro lado da rua está a Fortaleza del Rodeo, um complexo militar que foi agora transformado em armazém humanitário. Os soldados dominicanos estão fora do quartel, onde técnicos da UNICEF, da Organização Mundial de Saúde, do Programa Alimentar Mundial, do Fundo das Nações Unidas para a População e outras agências realizam o trabalho necessário para coordenar o afluxo de bens de ajuda humanitária destinados ao Haiti.

O pessoal da protecção civil dominicana está instalado em tendas no pátio. Os helicópteros estão constantemente a aterrar e descolar, levando provisões e evacuando os feridos mais graves.


'É só o início'


A fronteira está apenas a um quilómetro deste edifício. Do lado dominicano da cancela, os camiões fazem fila para atravessar para o território haitiano. Os bens de ajuda humanitária estão a chegar lentamente, mas a falta de comunicações com o país vizinho e os destroços que se amontoam nas ruas de Port-au-Prince tornam difícil a distribuição.

Do lado haitiano, as ambulâncias circulam a um ritmo constante. Os carros também vão conseguindo passar, conduzidos por haitianos que transportam o maior número possível de feridos. Nos rostos exaustos de muitos deles, sobressai um olhar assustado.

“Este é só o início,” afirma Pilar Cerdeña, a Especialista da UNICEF em Emergências. À medida que os dias passam, as pessoas começam a chegar aqui e precisamos de estar preparados.”

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