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NÍGER

Apoio e tratamento para as mães que vivem com o VIH no Níger

Por Sandra Bisin

NIAMEY, Niger, 12 Maio 2009 –
No hospital Poudrière em Niamey, a Dra. Irène Adeossi está a verificar o peso e a altura de Aminatou, uma rapariguinha de seis anos de idade. Na sequência de um teste positivo do VIH feito há 3 anos, a criança tem estado a receber tratamento anti-retroviral específico para a sua idade.


A Dra. Adeossi está satisfeita por verificar que Aminatou aumentou de peso e cresceu meio centímetro desde a última visita ao hospital.

“Quando a enfermeira me disse que Aminatou era seropositiva, quase desmaiei. Só queria morrer,” lembra a mãe Rachida (os nomes da mãe e da criança foram alterados para salvaguardar a sua privacidade). Ela e o marido também eram seropositivos, explica Rachida, acrescentando: “Decidimos que Aminatou deveria fazer o teste quando tivesse 18 meses. Mas, em certa medida, tinha esperança de que não estivesse infectada pelo vírus.”

Rachida perdeu o marido há uma ano. Alguns meses mais tarde teve um bebé, desta vez um rapaz. Como esteve a receber tratamento para prevenir a transmissão do vírus de mãe-para-filho, espera que tudo corra pelo melhor.

“Há esperança que o meu filho não seja seropositivo, mas só o saberemos daqui a nove meses,” diz Rachida.

Tratamento para as mães e para as crianças


Para reduzir o risco de transmissão do vírus de mãe-para-filho, as mulheres que vivem com o VIH recebem tratamento com comprimidos de AZT durante seis meses da gravidez e um comprimido de nevirapina na altura do parto.

Os mesmos medicamentos são dados aos recém-nascidos em forma de gotas. Dezoito meses mais tarde, quando a criança deixa de ter os anticorpos da mãe, é feito o teste do VIH. “É importante que as crianças infectadas pelo VIH não deixem de fazer o tratamento que precisam … que é específico para a sua idade e estado,” afirma o especialista de Saúde Pública da UNICEF Níger, M. Adama Ouedraogo.

Os serviços de prevenção da transmissão do vírus de mãe-para-filho (PMTCT) são apoiados pela UNICEF em 153 centros de saúde e hospitais do Níger. Em 2008, com o apoio da UNICEF, 445 bebés nigerianos expostos ao VIH no útero das mães receberam tratamento profiláctico com antibióticos. Por outro lado, mais de 800 mulheres grávidas cujo teste do VIH deu positivo receberam tratamento PMTCT, e perto de 16.000 mulheres aceitaram fazer o teste na sua primeira consulta pré-natal.

Rachida é uma das mais de 100 mães seropositivas membros da Associação de Mulheres que lutam contra o VIH/SIDA. Baseada em Niamey e apoiada pela UNICEF, a organização presta apoio psicológico e aconselhamento a mulheres que são portadoras do VIH.

“Ajudar estas mulheres a ter acesso a actividades geradoras de rendimento é a melhor forma de garantir a sua sobrevivência, bem como a dos seus filhos,” afirma a Presidente da Associação Diamma Amadou. “Muitas das mulheres que vêem ao centro sofrem de estigma social. Arranjar um emprego e ganhar dinheiro é o primeiro passo para a sua reintegração nas comunidades.”

Para tal, as mães podem inscrever-se em programas de micro-crédito, que lhes permitem começar um pequeno negócio e ganhar dinheiro. Rachida recebeu da organização um empréstimo de 100 dólares para começar a produzir farinha de milho para vender aos vizinhos, usada para cozinhar o prato tradicional “la pate”.

“Ganho em média entre 2.000 a 3.000 Francos (cerca de 5 dólares) por dia, e espero pagar o empréstimo dentro de seis meses,” diz Rachida com um sorriso.

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