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HAITI

UNICEF lança campanha de sensibilização sobre prevenção da cólera no Haiti

Por Benjamin Steinlechner

Port-au-Prince, 23 de Novembro de 2010 –
Passado quase um mês desde o início do surto de cólera no Haiti, a UNICEF que tem estado a prestar apoio aos centros de saúde e tratamento da cólera, nomeadamente através da distribuição de sais de reidratação oral, está a preparar uma campanha de sensibilização destinada a evitar a propagação da epidemia.


Nos centros e postos de saúde na capital do Haiti, cheios de pessoas de todas as idades, o pessoal continua a trabalhar intensamente, na desinfecção dos espaços e a preparar sais de reidratação oral que os doentes desidratados pela cólera devem tomar com muita frequência.

A cólera é uma doença que se transmite muito facilmente, que provoca diarreia grave e que rapidamente causa desidratação. Se não for tratada, pode matar uma criança em poucas horas.


O tratamento precoce salva vidas


Desde o início da epidemia, mais de 50.000 haitianos já procuraram tratamento médico para a cólera. Até à data já foram confirmados cerca de 20.000 casos e perto de 1.200 mortes. As crianças são particularmente vulneráveis. Os especialistas de saúde temem que os números reais sejam ainda mais elevados.

Nas imediações de um centro de tratamento da cólera (CTC) apoiado pela UNICEF no bairro pobre de Cité L’Éternel, em Port-au-Prince, muitas pessoas aguardam ansiosamente notícias dos seus filhos e familiares doentes que diariamente procuram tratamento.

Tratar os doentes mesmo antes de chegarem aos postos de saúde é uma das mensagens chave da campanha de informação em que a UNICEF está envolvida.

“Assim que se verifiquem sintomas aparentes de cólera, é importante começar a tomar sais de reidratação oral mesmo antes de procurar um CTC ou um hospital, pelo que a mensagem que tem que ser transmitida é “Não perca tempo,” sublinha a Dra. Mireille Tribie, especialista de saúde da UNICEF. “Muitas vezes é o que faz a diferença entre a vida e a morte devida à cólera.”


Acções de Sensibilização

Na CitéL’Éternel e noutros bairros da capital, as equipas de agentes de saúde comunitários têm estado a colocar cartazes para ajudar as pessoas a saber como podem proteger-se. Em pontos públicos de abastecimento de água, as equipas têm estado a distribuir pastilhas para purificar a água e informação acerca da doença.

Ao mesmo tempo, a UNICEF está a trabalhar em parceria com o Ministério da Saúde e organizações não governamentais em acções de sensibilização acerca da cólera através da radio, televisão e mensagens de SMS que visam chegar a pelo menos 80 por cento da população.

O principal objectivo desta campanha de sensibilização é assegurar que, pelo menos, uma pessoa em cada agregado familiar saiba como prevenir a cólera e o que deve fazer caso os sintomas apareçam. Esta campanha inclui ainda encontros e distribuição de informação em centos de saúde, escolas, mercados, bem como visitas porta-a-porta e locais de actividades para crianças nas comunidades locais.


Impacte da campanha

Na Cité l’Eternel vivem dezenas de milhares de famílias apinhadas em barracas sem água corrente ou esgotos. O lixo amontoado e os esgotos a céu aberto cheios de detritos humanos são um terreno altamente fértil para a cólera. Prevenir o alastramento da doença em bairros como este é uma prioridade urgente do trabalho da UNICEF.

 

A campanha de informação está a ter um impacte real na vida das crianças e adolescentes residentes em Cité L’Eternel. Como toda a gente que aí vive, Basélé, de 11 anos de idade, tem que ir buscar água a um ponto de abastecimento na comunidade. Ele já tinha ouvido falar da cólera, mas sabia muito pouco sobre como podia proteger-se até que um dos amigos lhe falou de um dos muitos cartazes que estão agora espalhados por todo o bairro.

Os técnicos de saúde estão preocupados e pensam que o pico do surto pode vir a verificar-se só no final do ano. Na semana passada as NU lançaram um apelo internacional no montante de 164 milhões de dólares para o combate à cólera no Haiti.
 

Porém, o coordenador da acção humanitária no terreno, Nigel Fisher, que agradeceu as contribuições monetárias e em géneros recebidas até agora, mas lembrou que “até agora, recebemos apenas 10 por cento do que necessitamos”.

 

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